quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

oscaminhostodostransfusos

Tudo começou com uma vírgula
E eis que no meio da oração
Tudo se torna transitivo (indireto).
Mais que uma preposição,
Ela precisa de você
Ela precisa saber os porquês
Saber terminar, mais que uma oração,
Um período todo.
Mais que uma preposição,
Mais que a gramática toda,
Mais do que todos os livros,
Ela precisa de você.

(sem lirismos ao falar de amor, sem a insanidade dos poetas, sem as camadas do entendimento, longe da gramática, da sintaxe, da literatura toda, sem lirismos ao falar de amor, de todas as metáforas, as mais belas, por favor; de todo sincretismo, o mais convincente; de toda falta de semântica, a mais realista; de todo romantismo, o mais cruel; de todo modernismo (latente), o mais fiel; de toda prosa, a mais poética e mais carregada de,

lirismo.)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sobre o meu Natal


Eu sempre achei um fracasso ficar na internet na noite de natal, minha vida toda sonhei com aquela ceia maravilhosa que eu via nos filmes da televisão, ou nos comerciais de natal. Pois é, a ceia nunca rolou, e a cada ano minha frustração aumentava, até uma bela noite de natal que eu resolvi passar atrás das telas de um computador, leia-se , o natal de 2009.
Então já que eu estou aqui, contrariando todas as minhas convenções acerca do Natal, eu resolvi escrever no meu humilde e despovoado blog, já que uma das promessas que eu fiz pra 2009, era a de criá-lo.
Falando em promessas, enquanto eu desbravava meu quarto afim de eliminar a bagunça, eu encontrei no meio de muito papel inútil (eu acumulei toneladas esse ano), a minha listinha de realizações pro ano vindouro e PÉPÉRAÍ, eu nem lembrava que eu tinha cometido essa besteira.
E num é que eu cumpri quase 99% da lista? *-* Sem perceber, e sendo que muitas coisas não dependiam exatamente só de mim, e as outras que ficaram faltando não foi bem por culpa minha, e na real, nesse momento nem estou lembrada exatamente do que eu escrevi lá :D
Já que eu gostei da idéia, daqui a pouco eu estou indo lá manuscrever minha nova lista, para um novo ano, mas dessa vez eu deixarei o registro dentro do meu diário. E jááá que eu estou queimando meu filme aqui (jurando que ninguém lê, porfavor), eu acabo de descobrir que meu diário é do Chicken Little :O E alguém me explica o que é isso, por favor, que eu nem sei??

Acho que já tá bom de queimação por hoje né; natal atrás do pc, listinha de promessas e diário de mulherzinha, é demais pra essa humilde blogueira que vos fala.


Não se enganem com todo esse bom humor,
Será mesmo que eu vou ter um natal feliz?!


Um beijinho na bochecha de quem passa por aqui sempre. E um parabéns pro ‘verdadeiro dono da festa’.


,,
*

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Crutas Fristalizadas

Um acampamento, um dedo a menos, que resultou em uma mão inválida (calma, meu dedo não caiu ainda, só quebrou) e um post escroto escrito com a mão esquerda.
É, minha vasta legião de leitores vai ter que esperar meu dedo voltar pro lugar pra ler minhas memórias, e eu prometo que volto inspirada como nunca estive pra esse depósito de textos (ou não).

Até breve.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Frutas cristalizadas pt 2

Seria simples se alguém não complicasse tanto - mesmo que esse alguém seja eu.



Hoje acabaram as 'aulas'. Na verdade o último dia de aula não foi exatamente uma aula.
Eu acordei por um mero acaso, por ter recebido uma mensagem simpática de bom dia as 8h29. Detalhe sórdido: eu deveria estar na escola 7h15. Lá vou eu me valer da coletividade, claro que demorei horas pra chegar, e eis que 9h45 estou mais uma vez na escola, com a mesma cara de saturada, morta de sono e ainda por cima puta por não ter colocado o relógio pra despertar, no último dia de escola.
Poi zé, o amigo secreto foi mais legal do que eu imaginava, e eu ainda me surpreendo com a minha capacidade de ver as coisas negativamente e na hora, claro, levar uma topada. Quem me tirou não costumava conversar comigo, e eu ganhei uma coisa digna de mamãe escolher pra filha, a minha cara, vai entender. Tirei alguém que eu nunca, em três anos, dei um bom dia ou esbocei qualquer frase simpática, e ele amou o presente, até me chamou depois pra agradecer. Cara, eu acertei. Vai entender [2]
Eu saí feliz de lá, eu sei que não posso dizer que só foram flores, se tem alguém que reclamou muito da minha sala, todos os dias já nem sei quanto esse alguém foi eu, mas hoje eu levei mais um desses tapas na cara da vida, e eu aprendi, de novo.
Eu sei lá o que eu vou fazer daqui pra frente, mesmo sabendo o que eu vou fazer ano que vem, eu não estou acostumada a ficar triste nas férias, mas hoje estava uma atmosfera triste por lá, talvez por ser a última vez que piso naquele lugar como aluna. E olha só quem está falando isso, a que mais rezou por esse momento.
Agora eu vou ler muito, não vejo a hora de viajar, e tem umas coisas que não estão muito nos seus lugares, e essa é a hora de consertar. /assimespero

Boa noite pra vocês,
que eu vou curtir uma solidão aqui.
Falou.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nem o pão nem a cachaça

Hoje o dia foi cruel, porque a biblioteca rompeu a nossa relação.
O moço falou que eu podia levar a carteirinha embora, porque eu estava me formando, não ia poder usar mais.




*pausa*






Então,

Eu num disse que eu ia conseguir?
Eu sempre soube da bondade do Carlão, só que ele nunca tinha demonstrado.

"Não seja por isso" hahahah


Resumo do dia:

pra provar que quem num nasceu pra química também merece




Agora eu vou dormir e sonhar com um mundo feliz, um cabelo macio, o mar aberto ali atrás, ao som de Zeca Baleiro.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

eu tinha que dizer

que até minha palidez mental coloria meus dias,
e que até a previsibilidade de todos os seus atos me encantam.


































/eagoraeliete?

sábado, 21 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

feriado

Minha carta fracassada ao diretor da escola, meus poemas anônimos e meu diário impublicável me levam a crer que meu cotidiano se tornará insentido à medida que os dias forem ficando passados e me ocorre que se um dia essa vontade de rasgar todas as minhas anotações persistir, eu serei uma mulher frustrada.



/etenhodito

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

É

Não mudou não,
É tudo coisa da sua cabeça.

Sério!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Escola

Eu queria dizer ao meu professor da terceira série que ele fracassou ao tentar me fazer odiar Carlos Drummond de Andrade. Queria pedir pra ele nunca mais passar um poema de Drummond na lousa (alguém avisa que existe literatura infantil para crianças?). Eu queria dizer também que os vídeos sobre caatinga só me fizeram aprender merda nenhuma nada e me fizeram perder preciosas horas dentro da biblioteca da escola. É, eu sempre gostei de biblioteca de escola (só de escola mesmo) desde a primeira série. Eu lembro que tinha um dia que era o da leitura, mesmo sabendo que iríamos fazer as mesmas coisas da semana passada e da outra e da outra (ler o livro, fazer uma ficha com os dados e um desenho que eu AMAVA copiar da capa), eu amava quando esse dia chegava. Eu lembro que eu gostava também das aulas de educação física (??) porque a gente dançava (???) e sim, eu me divertia muito.
Eu também dançava nas festas juninas, e eu gostava de matemática.

É, AS COISAS MUDAM.

Aproveitando essa deixa, eu fazia belas cópias de Portinari na 2ª série, e uma vez a professora quis mostrar pra outra professora a minha bela obra. Isso nunca mais voltou a acontecer.
Apesar de a minha escola não ser lá aquelas coisas e eu ter que assumir que não foram os melhores anos da minha vida, de tudo eu carrego boas lembranças, e de lá não foi diferente.

Pensando bem, os anos mais divertidos mesmo foram os da pré-escola, por motivos óbvios (mochila = canequinha, toalhinha de rosto e alguns lápis de cor, o resto ficava numa pastinha fofa dentro do armário da escola) , fora os dias da areia, os intervalos brincando na balança e a escovação dos dentes coletiva. É, tudo era imensamente divertido. Talvez por eu ser criança.

Eu não sei em qual ponto da minha vida a coisa se perdeu e ir pra escola virou um pesadelo, mas eu sei que minhas horas mais divertidas do dia definitivamente não eram dentro da escola (apesar de tuudo, até da biblioteca).

Eu acho que enjoa mesmo, e o mais legal de tudo é que não acaba aqui.
Talvez seja otimismo demais pensar que ano que vem eu vou estudar o que eu escolhi estudar (e eu nem mandei enfiar finanças em jornalismo).

E de tudo isso, eu ainda acho que é decepcionante quando a gente descobre que os professores não sabem tudo, e mais decepcionante ainda descobrir que a gente sabe menos ainda.

Mesmo assim, eu não vou mentir que tive bons momentos na escola, eu acho que consigo me lembrar do fundamental ter sido gostoso a ponto de eu querer ir pra escola logo, quando chegava o sábado.

Seja como for, a escola não acaba aqui, nem vai ser a última vez que eu vou fazer uma grande escolha pra minha vida.


E credo, isso me lembrou filosofia-de-banco-de-busão, melhor parar por aqui.

domingo, 1 de novembro de 2009

Minha cabeça está aberta,
feche enquanto é tempo!

(Se é que eu tenho)

Loucura completa cura oO

Das coisas que eu botei no bolso (só pra te mostrar)

[...] E nunca tirei. Tive medo de ter que guardar correndo, pra ninguém ver. Nas impossibilidades da vida, acabei enchendo os bolsos: de festa, de dor, de sentir, de amor, amor. Olha só o que eu trouxe: meu sorriso. A culpa é toda sua.

Eu não escondo mais. Guardo você, aqui.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

Acabei de acabar O auto da Compadecida. Fiquei besta.
Aí me fez pensar numa coisa. Falta saber se eu só consigo comprar livros de cordel em Recife. Não seja por isso, um dia eu vou pra lá, mas eu queria agora, como faço?
Amei o clima do livro, lembrei do filme e gostei, lembrei de tudo que eu morro de vontade de fazer. Dei risada, e me posicionei cada vez mais favorável ao tipo de cultura tão legítimo quanto o tradicional, o popular.
Eu confundi o pai do Suassuna com o carinha cuja morte foi o estopim da Revolução de 30, o João Pessoa. Coincidentemente, o pai do Suassuna também se chamava João e tinha um sobrenome "Pessoa" no meio. Foi governador da Paraíba, e morreu nas movimentações da revolução. Mas foi no Rio de Janeiro, e na prisão, depois de não ter mais o cargo. O João Pessoa que eu falava no começo morreu numa confeitaria em Recife, e dele se originou o nome da capital da Paraíba. Quanta coincidência, e eu me achando espertona.

Falando em popular e coisital, eu errei uma questão do simulado que falava do Patativa do Assaré. Quase chorei. É que a questão não levou em conta minha opinião pessoal. Achei errado. Tinha alguma coisa a ver com : os autores populares não gozam de prestígio social. Como, pra mim, eles sempre tiveram prestígio, apareceram nos livros didáticos e considera-se que toda forma de linguagem é legítima, eu achava que era verdadeiro. Mas era falso porque eles não tem prestígio social, exatamente por isso os livros trazem suas obras e passam a legitimar suas escritas. Maldito senso comum. :(

Não sei como terminar isso, aí lembrei de uns versos do Drummond, olha só:

Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.



Boa noite.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um dedo de verso

Ah, o tempo, que traz o vento e o contento
Que traz a brisa da novidade
Mesmo que ela já estivesse aqui no tempo antes
Precisava transfundir com o que há de mais interior
De dentro pra fora, agora, eu estou feliz!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Uma dica:
Nunca ache que não pode ficar pior.

Sério, ontem eu mandei aquela: "Pode parar de brincadeira já.Só falta cair um raio na minha cabeça".

Não caiu gente, calma.

Mas hoje eu entrei na aula de inglês pra ouvir a professora dizer que não estava afim de dar aula, e não aguentei terminar de fazer a prova de LPL, porque eu tava com verme dor. E isso não faz sentido NENHUM. Eu estudei, eu li, o livro é legal, não é porque tinham 26 questões que eu ia parar na vigésima né?



Eu parei.

Tá bom, falta muito ainda. Mas não precisa continuar não, beleza? Já devolvi os hominho.