quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O dia em que essa música me conheceu foi o mesmo dia em que meu coração deixou de bater

Há pessoas que quando entram em nossas vidas não são mais pessoas
São alento, alívio, antídoto pro sufoco.
(...)
De certo esse deserto vai passar por mim
Como alguns já passaram.
Apesar do corte de canto a canto do meu corpo
Sei que costurada ando mais presa.
E é na fissura que vou achar o ouro mais puro.
(...)
Há quem diga que as pessoas são todas iguais
Eu estou certa de que nunca encontrei o seu sorriso por aí.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eu gosto desses lugares onde se fala baixinho
Tipo a livraria ou o banco de trás do carro.
Tudo parece tão sagrado quando falado assim, quase calado.
Eu gosto tanto de diálogos baixos (eles são tão mais exclusivos).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ela passa, alguns olhos se perdem. Se encontram mais que rapidamente. Ela sai pelas mesmas portas que entra, olha para os mesmos olhos, querendo aqueles mesmos de antes. Percorre o caminho de ontem, que será o de amanhã. Correndo (de si). Quer encontrar, andar só se for ao lado, ao lado direito, não do errado. Ela vai, volta, caminha e para. Anda e despenca, vive aos trancos e ao fundo ouve sempre a mesma voz dizer: "estamos indo sempre para casa".



Eu não falo de mim (é porque eu não falo por mim).

Réles Pública

É velha, usa bengalas, nega sua ancestralidade e ainda não aprendeu a viver.

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Nem gato, cachorro.
Alguns filmes,
Pai, mãe, vó, irmão
Vô, eu sinto tanto.
Remédios
Músicas, versos
Fone de ouvido
Som alto pelo barulho alto dos carros passando na rua

Eu sou.
Porque eu sempre fico com o gosto de fim.

Fim.