Hoje eu quis escrever uma canção
Eu queria escrever uma canção que falasse sobre o quanto tudo tem sido diferente
Eu queria dizer isso meio que sem dizer, sabe?
Dizer isso nas entrelinhas
Queria que com muito esforço você talvez chegasse a algo próximo do que eu quis dizer.
Eu não queria dizer nada que soasse sentimental demais
Porque depois eu iria morrer de vergonha
E no fim eu ia acabar querendo que você não lesse.
Eu queria falar sobre o seu cabelo
E eu também quis falar sobre os seus olhos
Eu procurei no meio de mil palavras a mais adequada pra definir o que eu sinto pelo seu cabelo
Mas todas elas me apunhalaram.
Eu queria escrever uma canção
Mas eu não consigo.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Meus sapatos estão sujos
Mas meus pés não estão cansados de passar pela sua rua (e esperar que você saia na janela). Aquele dia que eu te chamei pra sair eu não sabia que você não estava disposto a se molhar da chuva que cai todos os dias. E por mais que eu soubesse que essa cidade apesar de fria, seca e indiferente me molha todos os dias, eu queria me molhar nessa droga dessa chuva, mas eu queria que fosse com você.
Eu não sei até quanto isso vai durar. A gente pode se molhar mais do que o planejado, mas você já parou pra pensar que a gente pode acabar gostando disso, mais do que o planejado?
Eu acho que não é prudente abrir o guarda-chuva quando tudo que se quer é voltar diferente pra casa.
Não é ridículo querer sair na tempestade mas não querer se molhar muito?
Se essa chuva continuar, o jeito vai ser dançar nela.
(é que eu não agüento mais ficar seca)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Sobre tudo aquilo que não é permanente
Quão volátil é o ser humano?
Quão disposta eu estive a mudar
E quanto mudei?
Por alguém, ou por mim?
Pra onde essas mudanças vão me levar?
Estou disposta a caminhar tanto?
Eu não gosto de previsões
Não e possível fazer previsões.
Então pra que tantos planos?
Se eu posso me perder dentro deles?
Se eles podem me enrolar
E tornar nebuloso o real.
De que valem as perguntas?
Àqueles que não gostam de ordens
O que por decisão se torna real
Por comoção vira o avesso.
Ainda que haja uma ideia concebida
Diria que há mais coisas por onde piso do que gostaria.
Mais do que o inesperado
O insano é o que mais apetece.
Mais do que o mal planejado
Talvez eu prefira o não planejado.
O que por convenção é o abuso
É de certo o que provoca os sentidos.
Por comoção vira o avesso.
Ainda que haja uma ideia concebida
Diria que há mais coisas por onde piso do que gostaria.
Mais do que o inesperado
O insano é o que mais apetece.
Mais do que o mal planejado
Talvez eu prefira o não planejado.
O que por convenção é o abuso
É de certo o que provoca os sentidos.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
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